quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POUCA VERGONHA


por Samuel Celestino
Com todo o seu histórico de ficha suja, o senador Renan Calheiros é, virtualmente, o futuro presidente do Senado. Ele tem os apoios do PT e do PMDB que, juntamente com mais alguns senadores do grupo de apoio da presidente Dilma garantem a sua eleição. Mas será presidente carregando uma mancha e, para a humilhação da Casa legislativa, na condição de indiciado em processo no Supremo Tribunal Federal. Ele pouco está dando importância a este fato. Dá-se conta, porém, que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, promete dar continuidade ao inquérito, e será logo, por “supostamente ter apresentado notas fiscais frias para justificar o seu patrimônio”. O fato se reporta a 2007, no episódio que passou a ser conhecido como “Renangate”. Se o Supremo acatar a denúncia, ela será transformada em ação penal. Neste caso, o alagoano passará à condição de réu. Renan não está aí nem está chegando. Está acostumado a situações como tais e, assim posto, o que quer ser mesmo é ser herdeiro de José Sarney. Belo Senado que representa o Brasil republicano...

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