Em comunicado, a empresa destacou que apresentou "toda a documentação requerida no processo" e que a decisão em favor do Super Tucano responde à "escolha pelo melhor produto com desempenho em ação comprovado e capaz de atender com maior eficiência as demandas apresentadas pelo cliente".
A Embraer acrescentou que "permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução" ao exército americano e que esperará junto com seu sócio no processo, o grupo Sierra Nevada Corporation, mais esclarecimentos para decidir "os próximos passos".
A Força Aérea americana anunciou hoje a suspensão da compra após revisar o processo de aquisição.
Michael Donley, secretário da Força Aérea dos EUA, explicou em comunicado que o responsável por compras "não está satisfeito com a qualidade da documentação que sustenta a decisão de aceitação" da oferta de Embraer, confirmada em dezembro do ano passado.
O processo de licitação da Força Aérea no qual se impôs a proposta da empresa brasileira foi alvo de controvérsias, já que a oferta da Embraer desbancou o AT-6, da americana Hawker Beechcraft.
A Hawker Beechcraft denunciou a um tribunal de apelações que o processo de aquisição foi injusto, já que sua oferta era inferior em preço à da empresa brasileira.
A compra das 20 unidades do Super Tucano tinha como destino a força aérea afegã, que seria equipada através dos EUA, para missões de luta contra os combatentes rebeldes.
O Super Tucano, o mais moderno dos aviões militares de Embraer, foi projetado para operar em diferentes cenários de combate e conta com visão noturna, armamento inteligente e tecnologia de dados.
Além da entrega dos aviões, o contrato suspenso previa que a Embraer oferecesse apoio terrestre para o treinamento dos pilotos, manutenção e outros serviços de apoio.
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